✦ PARA VOCÊ, QUE ESTÁ LENDO

Quando você senta na minha cadeira pela primeira vez, eu sei que tem coisas que ainda não conversamos.

Você não sabe quem eu sou. Eu não sei quem você é. Mas tem algo que já está combinado: você confiou em mim para um dos dias mais importantes da sua vida.

Eu acho justo te contar como cheguei aqui. Como aprendi o que aprendi. Por que faço o que faço.

É uma história longa. Mas eu prometo que cada parágrafo tem a ver com o seu casamento.

Como tudo começou

Eu trabalhava numa farmácia

É verdade. Antes de ser cabeleireiro, eu trabalhava numa farmácia em São Paulo. Tinha um amigo que insistiu pra eu fazer um curso na antiga Escola Teruya, no centro da cidade. Eu fui, mais por curiosidade do que por sonho.

E aí aconteceu uma coisa que eu não esperava. Logo nas primeiras aulas, segurando uma tesoura pela primeira vez, eu senti algo que nunca tinha sentido antes. Era como se algo tivesse encaixado.

Tem gente que demora a vida inteira pra encontrar o que ama. Eu tive sorte de descobrir cedo. E coragem de largar o que era pra começar tudo de novo.

— Algumas decisões parecem pequenas no dia. Só depois você percebe que elas mudaram tudo.

O primeiro reconhecimento

Bauru me deu a Tesoura de Ouro

✦ PRÊMIO TESOURA DE OURO · 1997

Fui assistente por pouco tempo. Logo já estava em um dos maiores salões de Bauru — e em 1997, ainda no começo da carreira, ganhei o prêmio Tesoura de Ouro.

Pra ser sincero, não foi sorte. Foi a primeira vez que percebi que tinha algo meu — um jeito de cortar, um jeito de olhar — que era só meu. E que era raro.

Eu sabia que aquilo era só o começo. São Paulo me chamava.

— Os prêmios passam. O que fica é a confiança de quem senta na sua cadeira.

Doze anos aprendendo a escutar

A escola foi o Clube Hebraica

Em São Paulo, passei doze anos atendendo a colônia judaica no Clube Hebraica. E olha, é difícil te explicar o quanto isso mudou minha forma de trabalhar.

Eu aprendi ali uma coisa que nenhum curso ensina: como atender mulheres exigentes, que conhecem qualidade, que percebem cada detalhe. Mulheres que sabem dizer 'não' com elegância.

Foi nesses doze anos que eu virei mais que cabeleireiro. Virei conselheiro. Aprendi que o atendimento é parte do trabalho — talvez a parte mais importante. Que escutar é tão técnico quanto cortar.

— Eu aprendi a escutar antes de cortar. Quando você senta na minha cadeira, eu já comecei a trabalhar.

Tem coisas que a gente só entende olhando pra trás.

— MKC
Quando encontrei meu lugar

As noivas me escolheram

Depois da Hebraica, mergulhei no universo das noivas em um dos mais renomados salões especializados de São Paulo. Assinei capas, editoriais, produções com modelos e atrizes da televisão. Foi um período de muito glamour.

Mas se as capas dão visibilidade, são as noivas reais que dão sentido. Mais de 3.500 noivas atendidas no estado de São Paulo. Eu lembro de cada uma de um jeito diferente — algumas pelo vestido, algumas pela música, algumas pelo medo que tinham antes da cerimônia.

É aí que eu quero chegar pra você que está lendo: eu sei o que toda noiva sente. Eu sei o medo do cabelo não aguentar. Eu sei a ansiedade de 'será que vai ficar como eu imaginei?'. Eu sei porque eu já vi 3.500 vezes.

E é exatamente esse conhecimento que eu coloco em você.

— Toda noiva tem medo do cabelo não aguentar. Meu trabalho é fazer você esquecer disso.

Sempre aprendendo

Trabalhei com Duda Molinos

Eu acredito numa coisa: quem trabalha bem nunca para de aprender. Tive a oportunidade de trabalhar com Duda Molinos, um dos maiores nomes da beleza no Brasil. Foi ali que expandi meu olhar para o universo fashion, maquiagem, revistas.

Depois entrei para uma grande rede francesa em São Paulo, onde aprofundei minha especialização em cortes. Cada experiência somou uma camada — fashion, técnica, refinamento, ritmo.

Mas faltava ainda uma escola. A maior de todas.

— Bom profissional não tem destino. Tem etapas.

Eu olho hoje e vejo claro: tudo me preparou pra estar aqui.

— MKC
O divisor de águas

Londres, Vidal Sassoon

Atravessar o Atlântico foi a decisão mais ousada que eu tomei. Eu fui pra Londres estudar na Vidal Sassoon Academy — considerada a maior escola de corte do mundo. Foi o divisor de águas da minha carreira.

Em Londres, eu aperfeiçoei técnicas internacionais. E mais importante — descobri minha assinatura profissional: cortes de baixa manutenção. Sofisticados, práticos, pensados pra valorizar a beleza real de cada cliente, sem prender ela à cadeira do salão toda semana.

Voltei pro Brasil com algo que poucos têm: a técnica internacional aplicada à sensibilidade brasileira. E uma certeza que eu carrego até hoje.

— Em Londres aprendi que cabelo é arquitetura. Voltei pra desenhar a sua.

Hoje, aqui, você

A casa que escolhi

Hoje eu atendo no Jardim América, na Maison Casa Conceito — em uma das ruas mais tradicionais de São Paulo. Um endereço à altura de quem dedicou a vida ao ofício.

São três décadas de carreira. E sabe a coisa que mais me orgulha? Tem cliente que voltou da mãe e hoje traz a filha. Quando isso acontece, eu sei que fiz tudo certo. A confiança que atravessa gerações é a maior prova de um trabalho bem feito.

A história continua. A próxima noiva pode ser você.

Eu te espero.

— Técnica, escuta e um pouco de atitude. — Markos

MKC
✦ AGENDA 2026 · DATAS LIMITADAS

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Cabelo que aguenta a festa inteira.
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